2023
Pintura/Colagem digital
Ref:Adriaen van de Velde - The Annunciation to the Virgin, 1667
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Tropecei no céu e não estava bêbado.
Uma estrela morta por um traçante sem rumo.
O Morro grita.
Mesmo sem rosto, tem voz
Um grito de sobrevivência.
A cuíca dita o ritmo .
A cada palavra, um pesar de uma era.
O povo dança, chora e rir.
Em cima de seus escombros.
A cada ano pagando mais caro para existir .
Sonhar tá cada vez mais raro aqui.
Eu ainda quero acreditar.
Que a perseverança, ganha do sórdido fingimento.
Mesmo como corpo cansado.
Preciso criar caminhos.
Que nem vou andar.
Na Hóstia diária eu comungo meu pecado.
A cada trago no meu cigarro
Eu consigo aliviar um pouco mais esse estrago.
AINDA ESTAMOS AQUI.